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o portal da ruralidade contemporânea

Aug 2017

Alfândega da Fé, lugar de fé e de tradições

Há um lugar que convida à descoberta e desperta os sentidos, pelas cores, pelos cheiros, pelos sabores, pelo trato amável e hospitalidade das suas gentes. Esse lugar é Alfândega da Fé.
Como o próprio nome indica um local calmo e hospitaleiro a convidar a uma estada prolongada. Assim o descreveram os Árabes quando no séc. VIII lhe atribuíram a designação de Alfandagh. Mais tarde, as lutas pela reconquista Cristã da península acrescentaram-lhe a palavra Fé. Assim nasce o atual toponímico da vila e sede de um concelho, que sempre teve na Serra de Bornes, Vale da Vilariça e Rio Sabor os seus elementos de referência.
Situado na região de Trás-os-Montes e Alto Douro, no distrito de Bragança, o concelho de Alfândega da Fé estende-se ao longo de 310 Km2 e tem como limites os concelhos de Macedo de Cavaleiros, de Mirandela, de Torre de Moncorvo, de Vila Flor, de Mogadouro, a Serra de Bornes, os vales da Vilariça e Sabor e o planalto de Castro Vicente.
Alfândega da Fé encontra-se envolvida numa grande diversidade de microclimas, oferecendo aos visitantes deslumbrantes paisagens, ainda fortemente marcadas pela componente agrícola, nomeadamente a produção de castanha, azeite, amêndoa e cereja, sendo esta última considerada ex-líbris do concelho.
Alfândega da Fé possui património histórico e arquitetónico e locais dignos de interesse, como a Igreja Matriz de Sambade (século XVIII), a Capela de São Bernardino, a Capela de Nossa Senhora de Jerusalém, o Santuário dos Cerejais e diversas casas brasonadas. Na sede do concelho merecem destaque a Torre do Relógio, o Portal da Casa dos Távoras, a Capela da Misericórdia, a Capela de S. Sebastião e a Capela dos Ferreiras. Destacam-se, ainda, a Pedra de Ridevides (arte rupestre, em Santa justa) e a Rota dos Frescos da Fé. As tradições, sobretudo as ligadas ao mundo rural e à religiosidade estão bem presentes no dia-a-dia da população.
É assim a Fé de Alfândega, onde o passado espreita a cada canto e o presente se molda com a determinação e vontade de todos os que fazem deste território um lugar único para viver e visitar.
Localizado na Terra Quente Transmontana, Alfândega da Fé é um território a descobrir.

Cinfães, a amena região onde os deuses se esmeraram

O Município detém as mais belas paisagens naturais da região. Desde o alto das montanhas do Montemuro até à base ribeirinha do Douro, toda a envolvente é mágica: quer na fruição patrimonial quer na tradição e cultura.
Cinfães é terra de valores históricos e culturais, cujo património abrange, entre outros, os primórdios tempos Celtas e a era de D. Afonso Henriques. Destes, mantém-se o rigor gastronómico das encostas e prados que, cultivados durante milénios, caem desde a serra de Montemuro até ao rio Douro.
Atualmente, em plena evolução, o território manifesta uma força natural que permite cruzar os melhores produtos com as técnicas mais contemporâneas, e desta interligação têm resultado significativos avanços ao nível da produção gourmet que apuram a qualidade de qualquer prova (gastronomia e vinhos), e as mais variadas obras em qualquer das tipologias de artesanato.
Há nestas terras um potencial que ainda hoje transporta algumas das melhores experiências no turismo, na agroindústria, na música e tradição, na doçaria e artesanato local, e até no desporto de aventura.
(Re) Descobrir Cinfães é o mote…

Coruche, capital da cortiça

O concelho de Coruche é abundante em recursos naturais e o vale do rio Sorraia proporciona uma agricultura diversa e muito produtiva. Dividido em seis freguesias – Biscainho; Branca; União de freguesias Coruche, Fajarda e Erra; Couço; Santana do Mato; e São José da Lamarosa – e uma extensão territorial de 1.115,72 km2, é o concelho mais extenso do distrito de Santarém e o 10º a nível nacional.
O montado de sobro é um elemento marcante da paisagem coruchense, abrangendo cerca de 50% da área do concelho e constituindo a maior mancha contínua de montado de sobro do país. A sua influência repercute-se no perfil produtivo de Coruche, que apresenta uma forte incidência nas atividades industriais relacionadas com a extração e transformação de cortiça.
Próximo da capital, com boa rede viária, Coruche estabeleceu como meta prioritária a promoção da atratividade empresarial, através do reforço da fixação de novas iniciativas empresariais como fator potenciador de competitividade e de afirmação do território no sistema económico regional.
Coruche é um concelho que tem como lema de desenvolvimento “Investir e Trabalhar”, num contexto dinâmico, gerador de oportunidades de emprego, indutor de empreendedorismo e com capacidade de captação de investimento, que facilite a instalação rápida de unidades empresariais e conceda aos atores locais e empresariais, instrumentos de afirmação de competitividade empresarial. Por isso criou o “CORUCHE EMPREENDE – Núcleo de Inovação e Empreendedorismo”, uma  infraestrutura de incubação de empresas destinada a estimular a capacidade criativa e empreendedora e modernizar o tecido empresarial no concelho e na região, em parceria com a NERSANT e com o INIAV. A criação do Parque Industrial do Sorraia, com 95 lotes, permite aos empresários e investidores usufruir de um parque industrial e empresarial com as condições ideais para a implantação de novos projetos.
Coruche um concelho de longa tradição virado para o futuro.

Marvão, a joia do Alto Alentejo

Conhecida por vila das três ruas ou pelo ninho das águias, Marvão não vale apenas pela beleza arquitetónica ou pela alvura das suas casas. Marvão é também uma vila que marca a agenda cultural do Alentejo. Do alto do seu castelo, mando erguer por D. Dinis e depois reforçado e restaurado por D. João IV, é possível abranger uma paisagem que, em dias de limpidez atmosférica, se estende a pontos tão distantes como Castelo Branco ou Estremoz. Se o património edificado e bem preservado, a malha urbana protegida por uma robusta muralha, são motivo suficiente para uma visita a agenda cultural de Marvão tornam esta vila de origem moura num local de incontornável visita na vasta região do Alentejo.
Nos últimos anos, o munícipio tem apostado em eventos diferenciadores. Merecem destaque a Feira da Castanha, as quinzenas gastronómicas, o Festival Islâmico Al Mossassa, - que pretende homenagear o fundador de Marvão, o guerreiro Ibn-Marúan - com recriações históricas, tasquinhas, teatro e música e ainda o Festival Internacional de Música de Marvão. O reconhecimento de Marvão como vila cultural atravessa fronteiras. Para breve estão previstos investimento na área turística, como o alojamento de qualidade e um campo de golfe. Marvão quer distinguir-se também como referência nos produtos agrícolas biológicos.
Marvão está inserida no Parque Natural de São Mamede, usufrui da frescura e da belezas proporcionadas pelo rio Sever – com praia fluvial – e da barragem da Apartadura, aberta à prática dos desportos náuticos e da pesca desportiva.
Uma vila para descobrir e com muito para contar desde que o mouro Maruan subiu às suas escarpas em 775.

Penacova, um concelho verde por natureza

O concelho de Penacova, rodeado por uma manha verde invejável, foi bafejado pela natureza. Pulmão da região centro de Portugal, 70% é ocupado por floresta. Penacova beneficia de uma localização estratégica privilegiada. Quer em vias de comunicação rodoviária, é atravessado pelo IP3, um importante eixo de mobilidade nacional e internacional. Adicionalmente, Penacova encontra-se rodeada por uma rede de cidades policêntricas e beneficia da proximidade com a cidade e capital de distrito Coimbra, nomeadamente ao nível de instituições de conhecimento e promoção do empreendedorismo, como por exemplo a Universidade de Coimbra e o Instituto Pedro Nunes.
A principal mais-valia de Penacova é a sua posição geográfica. Se dentro do concelho as pessoas podem usufruir de um estilo de vida mais calmo, e de uma qualidade de vida superior, por outro lado as empresas estão encostadas ao eixo rodoviário mais importante de exportação de mercadorias para a Europa – o IP3, a escassos dez minutos do nó da A1, e a 45 minutos do Porto de Aveiro.
Penacova caracteriza-se também por ser um concelho amigo das empresas, com estratégicas e regime fiscal - de interioridade e sem derrama -  e um gabinete municipal dedicado a apoiar as empresas. A proximidade à Universidade de Coimbra, Politécnico de Coimbra, e outras entidades do Ensino Superior localizadas na região, asseguram mão-de-obra muito qualificada.
Penacova é um concelho com muito património natural preservado, algo que tem sido alvo de uma constante manutenção e preservação. Destaque para o Mosteiro de Lorvão.
Na agricultura, o concelho distingue-se pela produção de frutos vermelhos, kiwis, cogumelos, entre outros. A empresa Água das Caldas de Penacova é hoje uma das principais empresas de Penacova e que valoriza um recurso endógeno local, a água.
Para conhecer Penacova é preciso chegar e perder-se entre vales, respirar o ar puro da serra e do rio, deixar o verde da paisagem invadir os sentidos. É assim Penacova, terra de rios e ribeiras, miradouros e penedos, de moinhos e azenhas, de vento e água.
Descobrir Penacova é, sem dúvida, saber onde vive a natureza.  

Sabugal território interior e ibérico

O Sabugal desafia-o a uma dança de sentidos. A natureza aqui é deslumbrante, delicada e frágil como agreste e poderosa. As rochas que irrompem e se acomodam na paisagem, a água abundante que corre e se acalma, as árvores que se avolumam em florestas e corredores naturais, os animais irrequietos, os pássaros exóticos, na serra, no vale, nas encostas vivem um equilíbrio que emociona. As construções edificadas ao longo dos séculos, como o único castelo de cinco quinas, que se destaca no ponto mais elevado da sede do concelho, as lutas travadas, os sinais dos povos que partiram, que chegaram, que ficaram, a cultura, a gastronomia, as vestes, as emoções e a raça construíram um território único, tantas vezes desconhecido.

O concelho do Sabugal tem uma dimensão considerável (827 Km2), com excelente posicionamento geoestratégico na Península Ibérica, junto à principal fronteira terreste do país, com multifuncionalidade incomparável, com uma ruralidade única e preparado para acolher iniciativas em torno das novas tendências de trabalho. É um concelho que balança entre a ruralidade e a modernidade, entre as tradições e as inovações tecnológicas. Entre a natureza e o aproveitamento hídrico, ecológico e energético que ela proporciona. É um concelho preparado para os desafios. Servido de uma rede viária de primeira linha, que facilita a rápida ligação às cidades próximas, ao litoral ou a Espanha é, ao mesmo tempo, um território profundamente marcado pelo anterior isolamento, o que permitiu preservar tradições, património e natureza.

Atualmente focado na criação de um novo polo de dinâmica económica: a albufeira do Sabugal, o seu plano de água e envolvente, tirando partido das possibilidades que o Plano de Ordenamento da Albufeira permite, está focado em desenvolver o turismo ativo. Em termos económicos aposta também na capacidade de produção pecuária, aproveitando algumas respostas instaladas e coordenando-as com outras em falta. A produção de frutos secos de média montanha, como a castanha, a noz e a avelã é outra das apostas do concelho.

Vale a pena descobrir a imensa obra natural, humana, edificada e lendária do concelho do Sabugal.

Seia, no sopé da grande serra

No sopé ocidental da Serra da Estrela, Seia está no coração de uma área de grande beleza natural, delineada pela mais alta cadeia montanhosa de Portugal, a Serra da Estrela.
Com ocupação desde a pré-história, a mais de 500 metros de altitude, o local foi conquistado aos muçulmanos por Fernando Magno, no início do século XI. Desde as primeiras ocupações que a pastorícia e o fabrico de queijo se tornaram atividades importantes para os seus habitantes.

Seia é hoje um concelho de montanha, rico em tradições, artesanato e gastronomia. A ampla oferta de atividades turísticas e a sua localização privilegiada na rede rodoviária, definem Seia como o ponto de partida para a descoberta não só do concelho, mas de toda a Região de Turismo da Serra da Estrela. Parte significativa do concelho situa-se dentro dos limites do Parque Natural da Serra da Estrela, sendo por isso um espaço singular e de enorme beleza, possuindo um património biogenético, cultural e paisagístico, únicos no país. Percursos pedestres e trilhos, observação de aves, caça, património e beleza natural, são motivos mais do que suficientes para partir à descoberta do município de Seia. Ideal para quem gosta de contemplar a natureza ou, pelo contrário, praticar um turismo ativo, possui condições para assumir um papel relevante nos setores do turismo de montanha e de natureza, que se constituem como a principal marca do concelho e de grande atração turística. A gastronomia, a cultura, as tradições, as Aldeias de Montanha e os produtos endógenos como o pão, o vinho, o mel, o cabrito, os enchidos e o queijo são elementos identificadores de um território único e deslumbrante por natureza.

Serpa, da riqueza gastronómica ao património imaterial

A qualidade de vida, a atividade cultural, as boas infra-estruturas, as tradições, o património e a gastronomia são alguns dos pontos fortes e fatores de atratividade do município de Serpa. Com forte potencial de crescimento, o município aposta no turismo, na sustentabilidade, na agricultura biológica e na industria-agroalimentar.
Serpa é ainda um concelho de grande tradição cultural, onde se destaca o Cante Alentejano, recentemente classificado como Património Imaterial da Humanidade. Assistir a um grupo de homens a cantar da forma como o fazem no Alentejo é motivo mais que suficiente para descobrir Serpa e percorrer o Roteiro do Cante, que possibilita não só assistir a alguns ensaios como participar em programas mais abrangentes em interligação com a gastronomia local.
Rico igualmente em património natural e histórico, vale a pena desfrutar no município de Serpa da natureza através dos vários percursos existentes. De referir que está em construção um grande percurso pedonal chamado de passadiços do Pulo do Lobo e que será uma boa surpresa para quem visitar o concelho.
Serpa situa-se no Baixo Alentejo, no distrito de Beja, e o município é construído por sete freguesias - Brinches, Pias, S. Salvador, Santa Maria, Vale de Vargo, Vila Nova de S. Bento e Vila Verde de Ficalho. No que toca a recursos naturais, embora sendo a agricultura e setores complementares a principal atividade, distinguir-se na margem esquerda do Guadiana três regiões mineiras. A primeira, abrangendo as serras de Ficalho, Adiça e Preguiça, integra minas de ferro, cobre, zinco e galenas argentíferas; a segunda, na região de Barrancos, compreende minas de cobre; a terceira, situada entre Mértola e o rio Chança, enquadra minas de chumbo, cobre e manganês.
A grande mudança proporcionada pelo regadio de Alqueva, está a transformar os projetos de agricultura local no sentido da promoção da agricultura biológica. O município de Serpa é ainda impulsionador do recém-criado Centro de competências da Agricultura Biológica e dos Produtos em modo de Produção Biológico. Outra área com enorme potencial é o turismo, associado muito ao património arquitetónico e ao ambiente e, claro, ao cante Alentejano. A produção de queijo, a sua excelência e reconhecimento é outra das atratividades do concelho, sem esquecer claro a saborosa gastronomia local.

Tabuaço: o coração do Douro romântico

Localizada no coração do Douro romântico, a vila merece visita quanto mais não seja para apreciar a paisagem do Vale do Rio Távora. Sede de um concelho que é grande produtor de vinhos - do Porto e de mesa - nas proximidades da sede do concelho, a par das aldeias típicas e de alguma monumentalidade, há fartura de locais com paisagens paradisíacas.
Tabuaço beneficia de uma particularidade orográfica. Metade do concelho está ligado ao Rio Douro, com a sua paisagem exuberante e única, património da humanidade, e outra metade, que é muito mais beirã, tens condições únicas para a prática de turismo de natureza. O concelho beneficia também de ter uma porta fluvial de entrada no rio Douro, a Foz Távora, com forte apetência para a prática de desportos náuticos.
A sua distância aos mais importantes centros urbanos, recentemente colmatada com a construção de novas vias rápidas, preservou intactos aspetos culturais, etnográficos, património e paisagem. Tudo isto potencia um conjunto de investimentos em áreas poucos desenvolvidas noutras regiões, como o turismo religioso e espiritual, os trilhos naturais, o turismo gastronómico e, claro, todas as atividades associadas a uma paisagem única, trabalhada pelo homem ao longo dos séculos e que tem como virtude ser a primeira região demarcada do país. De referir a qualidade ímpar do seu azeite, das suas uvas, das cerejas graúdas e saborosas e suas maçãs, castanhas ou amêndoas.
Terra, velha de séculos, está repleta de motivos de interesse. Por todo o concelho, há vestígios arqueológicos riquíssimos, desde os primórdios da época pré-histórica à ocupação romana.
Mas, talvez a maior riqueza patrimonial de Tabuaço seja o seu património natural. Paisagem sem igual, forte nos seus contrastes entre a serra e o vale, entre os tons de verde e amarelo da vinha e os azuis da água e do céu, as encostas de vinhedos e socalcos a perder de vista ou as cerejeiras em flor, na Primavera, saúdam e fazem as maravilhas dos locais e dos visitantes.