Investir em Portugal

o portal da ruralidade contemporânea

Regresso ao Campo

Friday, May 14 2010 05:26



Como é a vida dos neo-rurais portugueses? Porque se decide ir viver para o campo?... Um documentário de Paulo Silva Costa, na RTP1

João Carvalho viveu onze anos em Londres. Teve êxito, mas fartou-se do frenesim citadino e dos horários das 9 às 5.

Optou por uma existência mais simples. Veio viver com a mulher e o filho recém-nascido para uma casa abandonada que descobriu através da internet e que comprou na Benfeita, em Arganil

Está a reconstruir a casa pelas suas próprias mãos. Só usa ferramentas manuais, e o mínimo de cimento ou de combustíveis fósseis.

O casal é vegetariano. Por isso, quando chega a hora de almoço, a mulher, Claire, tem apenas de descer às hortas abandonadas mais próximas para colher a próxima refeição. Também já fizeram vinho e cinquenta litros de azeite.

João desistiu propositadamente de uma vida com torradeiras e aquecimento eléctrico. Podia tê-la sem dificuldade, mas quer "viver com menos", como diz.



Claire e João são um exemplo de um grupo de novos rurais com crescente implantação nalguns partes esquecidas de Portugal, como é o caso da serra da Lousã ou do barrocal algarvio.

Os primeiros destes neo-rurais eram estrangeiros. Vinham de uma Europa Central então ameaçada por Chernobyl, à procura do últimos redutos naturais do Continente. Este movimento da populacão iniciou-se de resto já há décadas na Europa, mas só há pouco tempo ganhou alguma relevância social em Portugal.

Por cá, desde os anos quarenta do século passado que as migrações eram em direcção às cidades. Foi este êxodo rural que transformou Portugal num pais macrocéfalo, com um interior cada vez mais desertificado e a população concentrada no Litoral e sobretudo na área da Grande Lisboa.

"As pessoas abandonaram as áreas rurais e foram para as cidades à procura de trabalhos menos duros fisicamente, com remunerações mais elevadas ou pelo menos mais regulares, e à procura de melhores oportunidades para os filhos" - explica a geógrafa Teresa Alves, professora do Instituto de Geografia e Ordenamento do Território da Universidade de Lisboa.

Ir para a cidade era então visto como uma ascensão social, qualquer que fôsse a vida das pessoas lá.

Mas o mundo rural mudou muito nos últimos trinta anos. Os tractores substituiram o trabalho braçal, e os subsídios comunitários tornaram mais fácil viver no campo. Hoje em todo o lado há supermercados, a toda a parte se chega num instante graças às auto-estradas, e a internet tornou possível viver no campo mas trabalhar em funções que outrora só na cidade se podiam exercer.

Valorizaram-se também socialmente modos de vida desprezados num passado recente. E iniciou-se outra migração interna, a mudança para o campo dos ex-citadinos...



Agora, os geógrafos até já distinguem diferentes grupos destes "neo- rurais": há os que partem por motivação ecológica, os que na reforma regressam à terra natal, aqueles que se dedicam ao teletrabalho, e até os desempregados por causa da crise...

São algumas dessas pessoas que fizeram a opção de ir viver para o campo que o documentário vai encontrar.

Contata-se que os novos rurais portugueses são muitas vezes os netos ou os filhos dos que partiram para as cidades no século passado. Querem mudar de vida, tal como os seus pais e avós, mas têm outros valores.

"Valorizam o seu próprio tempo e modos de vida mais solidários" - conclui Teresa Alves - "e vão á procura de actividades em equilíbrio com a natureza. Também são pessoas que têm uma cultura de território, e que buscam um lugar específico onde possam ser felizes".

Um documentário de Paulo Silva Costa, com imagem de Rui Lima Matos, genérico de Pedro Cerqueira, edição de João Gama, sonorização de Luís Mateus e produção de João Barrigana.

Estreia na RTP1, 17 de Abril, às 21h15m.

52 min, © RTP 2010

Falhar, o segredo para o sucesso (2)

Monday, May 10 2010 03:39

Projecto Pé de Fé: Transformar a passadeira vermelha numa causa social

Saturday, May 8 2010 07:34


Com a visita do Papa Bento XVI a Portugal, um grupo de pessoas decidiu perpetuar a memória da visita criando registos a partir de pequenos quadrados da alcatifa utilizada nas cerimónias oficiais.

E alguém se lembrou de associar essa ideia a uma causa social.

Vender os pequenos quadrados da alcatifa utilizada nas cerimónias oficiais e utilizar os lucros da operação para apoiar projectos sociais. Ajudando pessoas carenciadas a ter um tecto, roupa, comida, cuidados básicos de saúde… A minorar a dor dos que sofrem, dos que se sentem mais sós.

Catarina Holstein, professora da Universidade Católica Portuguesa, propôs a João Albuquerque e Ana Perestrello, alunos daquela universidade, que fossem coordenadores de toda a operação.

A adesão de vários parceiros a esta causa social foi imediata, contando com o apoio pro-bono das entidades que venham a associar-se a esta iniciativa.

No desenrolar deste projecto surgiu a ideia de criar a marca “Pé de Fé”.

Os resultados obtidos através da distribuição dos registos “Pé de Fé” vão ser usados para apoiar projectos de empreendedorismo e inclusão social, com a supervisão do Instituto de Empreendedorismo Social.

Para que isto seja possível e se torne realidade são necessárias pessoas para ajudar a PROMOVER, PRODUZIR e DISTRIBUIR ou para contribuírem com os seus donativos.

Projectos como este são a prova de que todos juntos vamos mais longe e de que existem pessoas capazes e disponíveis na nossa sociedade para ajudar quem mais precisa.

Equipa, Parceiros e Apoios

· Ana Perestrello

· Miguel Castelo Branco

· João Albuquerque (na foto)

· Leonor Gomes

· Manuel Forjaz

· Miguel Alves Martins

· Miguel Bragança

· Nuno Gonzaga

· Susana Ferreira

· Teresa Seabra Pereira

Entidades

· Easy Bus/Grupo Barraqueiro

· Euro RSCG Design

· Hero

· Ideiateca Consultores

· Instituto de Empreendedorismo Social

· Transporta

Toda a iniciativa está detalhadamente exposta neste blog onde pode ser acompanhada, com total transparência, toda a gestão do projecto.

Em caso de dúvida, DISPONIBILIDADE ou AJUDA envie um mail: registo.pedefe@gmail.com

Falhar, o segredo para o sucesso

Friday, May 7 2010 12:13




Fomos ao blog Startupi pescar as frases mais sonantes de
Niklas Sennström, empreendedor sueco, co-fundador do Skype e de mais algumas criações online.
Reproduzimos algumas frases enviadas via twitter pelo
Diego Remus durante a conferência no INSPER, Brasil.

perca o medo de falhar

empreender não é emprego, mas estilo de vida

empreendedores não querem apenas impactar o mundo, mas também receber dinheiro

dê uma chance aos seus sonhos, mesmo se isso significar que talvez você falhe

há mais de 1,5 milhão de pessoas ganhando a vida vendendo coisas no eBay

governos, empreendedores e empregados não deveriam temer riscos, pois eles nos tornam
vencedores auspiciosos

empreender tem muito a ver com falhar e tem gente que usa isso como desculpa para não fazer (RT @BobWollheim)

a base da pirâmide pode ser a fonte de novos ciclos econômicos, desde que se abrace o risco
“pessoas são o melhor tipo de capital

se não há mercado, não há negócio

falhar é simplesmente a oportunidade de começar novamente, dessa vez com mais inteligência”(citação de Henry Ford, RT @marinamiranda)

as pessoas acham que os empreendedores são aqueles que não conseguem emprego, mas eu tinha um

mesmo grupos grandes e tradicionais tiveram um início empreendedor

e daí, se você falhar? Você aprendeu algo, talvez tanto quanto na faculdade

falhar é a forma mais intensiva de fazer pesquisa de mercado

We cannot NOT change the world

Friday, May 7 2010 11:28

Venture Capital 2010

Friday, Apr 30 2010 12:06

O fim anunciado dos escritórios

Friday, Apr 30 2010 09:49


Se o vídeo matou a estrela da rádio, a Web 2.0 poderá vir a matar os escritórios convencionais: de acordo com um estudo no qual participou a Microsoft, a recessão, os dispositivos móveis e a geração que está a crescer com as redes sociais irá revolucionar o mundo do trabalho - haverá cada vez mais pessoas a trabalharem a partir de casa ou remotamente, poupando às empresas os custos de manutenção de um lugar fixo de trabalho. Com o fim anunciado dos telefones de secretária, poderão as próprias secretárias desaparecer?


De acordo com a Computer Weekly, o estudo - produzido por académicos, think tanks do sector público britânico e o Institute of Directors (uma organização britânica que luta pelos interesses dos directores de empresas) - poderá vir a ter um impacto profundo na organização das empresas. Cada vez mais o objectivo será o de dar liberdade de movimentos aos directores das empresas e aos seus funcionários, especialmente daqueles que trabalham no sector das novas tecnologias.

As empresas usarão a tecnologia para se descartarem dos seus escritórios fixos e possibilitarem ao seu pessoal o acesso a escritórios em edifícios partilhados (com outras empresas), ou permitindo-lhes trabalhar de onde quiserem, prevê o relatório.

“As poupanças no curto prazo centrar-se-ão no espaço de escritório. Na melhor das hipóteses, apenas 55 por cento do espaço é ocupado em determinado momento, deixando 45 por cento do espaço por usar. Isso é o equivalente a 45 por cento do valor total que custa manter um escritório”, indicou Dave Coplin, que trabalha para a Microsoft Reino Unido.

Este estudo alerta ainda para os benefícios para a empresa resultantes do uso de redes sociais pelos seus trabalhadores, em vez de as tornarem inacessíveis. “Há aqui uma mensagem para as organizações que bloqueiam ferramentas como o Twitter. Não podem continuar a fazer isso, porque estão a restringir a actividade das pessoas. Confiem na segurança das vossas redes e afrouxem um pouco o vosso controlo”, disse Coplin.

O estudo prevê igualmente que se podem tornar comuns situações de trabalho em que há pessoas de várias empresas diferentes a trabalharem debaixo do mesmo tecto. Ao mesmo tempo que partilham o espaço, os trabalhadores podem igualmente partilhar ideias com pessoas de outros ramos de actividade, com benefícios para todos, prediz o estudo. “Isso já está a acontecer em cidades como Londres, Birmingham e Manchester. Há escritórios que não são detidos por nenhuma organização em particular. Há café, luzes e tomadas ligadas à electricidade”, indicou o mesmo responsável da Microsoft.

“Já temos vindo a falar da morte do telefone de secretária. Agora estamos a falar da morte da própria secretária. Não se trata apenas de trabalhar a partir de casa. Há muitas razões para se trabalhar a partir de um número variado de localizações”, frisou Coplin.


in Publico, por Susana Almeida Ribeiro

O fim anunciado dos escritórios

Friday, Apr 30 2010 09:33










Um título sugestivo ao qual não podíamos deixar de fazer referência. O artigo é publicado na página web do Público e vai de encontro àquilo que já é conhecido dos nossos leitores. O texto começa com o seguinte parágrafo:

"Se o vídeo matou a estrela da rádio, a Web 2.0 poderá vir a matar os escritórios convencionais: de acordo com um estudo no qual participou a Microsoft, a recessão, os dispositivos móveis e a geração que está a crescer com as redes sociais irá revolucionar o mundo do trabalho - haverá cada vez mais pessoas a trabalharem a partir de casa ou remotamente, poupando às empresas os custos de manutenção de um lugar fixo de trabalho. Com o fim anunciado dos telefones de secretária, poderão as próprias secretárias desaparecer?"

(continua...)

Small Towns Take On the Energy Giants

Sunday, Apr 25 2010 06:02 After selling off their electricity and gas networks to large energy corporations in the early 1990s, small towns in Germany are now banding together to buy back their energy infrastructure. Their bid to get into the energy market may provide opportunities to make money, but it also involves taking on the energy giants at their own game.

The small German towns of Olfen, Ascheberg, Havixbeck, Billerbeck, Nordkirchen, Senden, Rosendahl and Lüdinghausen rarely make it into the headlines. That will soon change, however. The eight towns, located close to the city of Münster in western Germany, want to wrest away control of the electricity power supply in their region from German energy giant RWE.

Last summer, the towns set up a joint publicly owned electric utility company. In 2013, the group, together with a partner, wants to take over the local power grid from RWE. It is a struggle that pits the municipalities, with their combined population of 115,000, against the mighty RWE, which employs 65,000 people.

That local example reflects a nationwide trend. Ever since a group of public utility companies purchased the private utility Thüga from the Düsseldorf-based energy giant E.on for €2.9 billion ($4 billion) last fall, municipalities all over Germany have wanted to get into the energy business. "Every local authority which wants to act responsibly is looking into this issue at the moment," says Christian Marthol, a lawyer and energy expert with the Nuremberg-based law firm Rödl & Partner.

Indeed, it has been a long time since the opportunities for getting into the energy business have been as favorable as they are at the moment. In the next two years alone, roughly 2,000 license agreements, with which many cities and municipalities put their energy and gas networks into the hands of private energy companies in the early 1990s, will expire. Back then, many municipalities, which had traditionally owned their own utilities, regarded managing their own energy supply to be too much work and too costly. Selling off their networks seemed like an attractive source of revenue.

Now, however, many towns and municipalities have changed their minds. Electricity is once again regarded as an attractive investment, and electricity networks are seen as infrastructure which towns can use to make good money. Profit margins are often around 6 - 7 percent.

Going Green

Furthermore, buying back their energy networks offers towns and municipalities a chance to improve their carbon footprint. It allows them to buy environmentally friendly electricity on the open market, or produce it themselves, and then distribute it via their own power grids. "Many communities want to encourage the use of renewable energy and promote the construction of biogas facilities or solar energy plants," Marthol says. "Taking control of the energy network is just the first step. The second step often involves setting up a sales and marketing department and creating their own facilities for energy production."

Hamburg Energie, a public utility that was set up last year, is currently winning between 50 and 100 new customers each day. The energy it distributes comes from combined heat and power plants, hydroelectric power and its own wind- and solar-energy facilities. The utility might also take over the power grid when the concession contracts with Swedish energy company Vattenfall expire at the end of 2014. "The city is currently looking into that possibility," says Carsten Roth, a spokesman for Hamburg Energie.

Conflict between public utilities and private companies will be inevitable during the coming two years. It's likely that many municipalities will choose not to extend their license agreements with the energy giants. The energy companies are therefore trying to make a bit of extra money out of the grids before they lose control of them. During the period that the private sector has controlled municipalities' infrastructure, they have invested money to expand the distribution networks. Now they are asking the municipalities to pay a financial consideration in return.

Battle for Control

In the small town of Wolfhagen in the state of Hesse, negotiations between the municipal utility and E.on over repurchasing the grid have dragged on for more than five years. In Springe, near Hanover, E.on and the town fought in court over the value of the grid. On Lake Constance, where seven municipalities wanted to take over the power and gas networks from Energie Baden-Württemberg (EnBW), it took the intervention of the Federal Network Agency, the German electricity and gas regulator, to persuade the firm to hand back control.

The poker game with the energy behemoths is only one of many obstacles that municipalities have to negotiate on their way to becoming an energy provider. Nevertheless, many municipalities are determined to become players in the fiercely competitive market and are taking on the big guys, even though the energy giants have a massive headstart in terms of know-how.

The energy giants are fighting bitterly to win customers. There are also legal risks that municipalities need to take into account when taking control of networks: As yet, no legal precedent has been set regarding how to calculate the actual value of a power grid.

Complex and Costly

From a technical perspective too, taking over a network is no cinch. Separating the grids can be very complex and costly, explains says energy expert Christian Marthol. Additionally, municipalities often lack the necessary know-how to operate the power grid.

And they will face other significant challenges. For instance, the decentralized feeding-in of electricity from wind and solar facilities is rapidly increasing in Germany. This means that the energy supply becomes more erratic, and the grid has to be able to compensate for ever-increasing fluctuations. Upgrading to so-called "smart grids" that could deal with these kinds of challenges could cost billions of euros, however.

The energy giants are already warning their future competitors about the risks involved. "Municipalities that take over an electricity or gas network need to first of all pay the purchase price for the facilities," says RWE spokesman Wolfgang Schley. "They are taking on responsibility for a business that offers opportunities, but that also has technical and economic risks."

in Spiegel Online

What is Innovation

Friday, Apr 23 2010 12:33
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