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Pequenas e médias cidades, no futuro, apenas acessíveis aos mais abastados

Saturday, Dec 6 2008 10:58 "Faro, 05 Dez (Lusa) - As pequenas e médias cidades serão locais privilegiados no futuro pela sua qualidade mas apenas acessíveis aos mais abastados, segundo as conclusões de uma conferência internacional de dois dias que decorreu esta semana na Universidade do Algarve.
No final dos trabalhos, a Professora Teresa Noronha, coordenadora do Centro de Investigação sobre o Espaço e as Organizações da Universidade do Algarve, que promoveu o encontro, realçou que "as mais modernas tendências das economias regionais apontam para uma maior aglomeração" das zonas urbanas.

De acordo com esta investigadora, isto quer dizer que, ao contrário do que muitos advogam hoje em Portugal, os próximos cinquenta anos verão nascer grandes aglomerados urbanos que procurarão economias de escala combinadas com uma evolução tecnológica muito motivada pelo esgotamento dos recursos naturais.

Em resultado desta tendência, as pequenas e médias cidades tenderão a transformar-se em territórios de fuga para os que privilegiam a qualidade de vida o que, naturalmente, terá um preço elevado.

Segundo Teresa Noronha as pequenas cidades "manter-se-ão por questões de romantismo" e serão acessíveis aos que as possam pagar.

Ao longo dos dois dias da conferência, que decorreu no Auditório Vermelho da Faculdade de Economia da Universidade do Algarve, investigadores oriundos de diferentes pontos da Europa apresentaram pesquisas na área do desenvolvimento sustentável das regiões, confrontaram modelos e questionaram os actuais paradigmas do desenvolvimento económico.

Um debate de ideias que, segundo Teresa Noronha, apenas pecou pela ausência da sociedade civil, em especial dos empresários e dos decisores políticos que, lamentou, "optaram por não estar presentes" não obstante o tema serem as cidades, as pessoas que nelas vivem e as empresas que nelas se instalam.

Aliás, no que toca à realidade portuguesa, Teresa Noronha considerou que o "grande bloqueio ao desenvolvimento do País continua essencialmente na área da governação institucional".

Segundo a investigadora, continuamos a ter "políticos que não estão preparados cientificamente" o que se reflecte na qualidade das decisões estratégicas que têm sido tomadas para o País.

Por essa razão, a investigadora reforça que toda a sociedade tem de se envolver e responsabilizar pelo modelo de desenvolvimento pretendido para Portugal, salientando ainda que é fulcral escolher com muito cuidado os recursos e a forma como estes serão aplicados nessa escolha.

No que toca ao Algarve, a investigadora acredita que há características que distinguem a região da lógica de aglomerados mas alerta que "terá de encontrar uma forma de ligar as suas cidades", gerando a partir desse formato uma aglomeração com características mais de região do que de metrópole.

Os vários trabalhos de investigação apresentados nesta conferência deverão agora ser compilados e editados em livro pelo Centro de Investigação sobre o Espaço e as Organizações da Universidade do Algarve."

MYP, LUSA

in RTP

Portugal tem de mudar "tão rapidamente quanto possível" a sua estrutura produtiva - Cavaco Silva

Thursday, Dec 4 2008 11:10
"Para conseguirmos de facto competir no mercado global, temos de alterar tão rapidamente quanto possível a estrutura da nossa produção", afirmou Cavaco Silva, na inauguração de um novo edifício do Tecmaia -- Parque de Ciência e Tecnologia da Maia.

O chefe de Estado elogiou o "esforço que Portugal tem vindo a desenvolver" na inovação e tecnologia, mas sublinhou que é necessário "fazer muito mais".

À semelhança do que tinha feito momentos antes na Efacec, em Matosinhos, Cavaco Silva considerou o Tecmaia "um bom exemplo" do caminho que a economia portuguesa deve seguir para se tornar competitiva.

Empreendedorismo, cultura de inovação e aposta na investigação são as três áreas em que, na opinião do Presidente da República, o Tecmaia tem dado um "contributo muito positivo".

Cavaco Silva afirmou que gosta de "apresentar bons exemplos", para "aumentar a auto-estima" dos portugueses.

"Neste tempo que atravessamos, de notícias que nos caem todos os dias sobre as nossas cabeças, notícias de recessão, às vezes mesmo de depressão, de índices de confiança a níveis baixos historicamente, estive há pouco noutro caso de sucesso, a Efacec", salientou.

O Presidente da República reconheceu que o Tecmaia "nasceu de uma adversidade", a transferência para outro país da antiga fábrica da Texas Instruments e Samsung, mas sublinhou a atitude positiva do então presidente da Câmara da Maia, Vieira de Carvalho.

"Perante uma adversidade, não se baixou os braços", frisou, enaltecendo o facto de o Tecmaia ser o segundo parque tecnológico do país em nível de desenvolvimento, depois do TagusPark, com 48 empresas instaladas.

FZ.
Lusa

in RTP

Formação de preços nos bens de consumo

Wednesday, Dec 3 2008 06:50
Não foi há muito tempo que ficámos a saber que os preços dos combustiveis não poderiam voltar aos valores de 100 dolares barril porque o custo da refinação estava a aumentar, isto é, já não existia petróleo tão "puro" como outrora.

Também ficámos a saber na mesma altura que a formação do preço do pão oscilava em 50% com a variação do custo da farinha.

As "COISAS" fantásticas que nos ensinaram.

Terra Prometida

Thursday, Nov 20 2008 09:47
Para muitos, o Alentejo é a terra prometida, o lugar onde a realização de um grande sonho é possível. Os “alentejanados”, como são por vezes conhecidos, falam com entusiasmo da imensidão do céu, da ligação à terra e da grande tranquilidade.
Vieram de Lisboa e de outras cidades grandes ou de outros países. Muitos trocaram a profissão que exerciam pelo desafio de um novo ofício. Outros adaptaram o trabalho às novas circunstâncias, tendo a Internet como grande aliada para ultrapassar um certo isolamento da região. Por vezes, confessam que ficaram a perder do ponto de vista financeiro mas garantem que o saldo final é positivo, depois de tudo considerado.
Terra Prometida é uma grande reportagem de Carlos Júlio com sonoplastia de João Félix Pereira.

Ouvir em TSF

Human Network Effect

Friday, Nov 14 2008 04:09
Cria entendimento, onde antes existiam barreiras.
Liga uma criança a um cientista a um director-geral para salvar um glaciar.
Junta ideias. Junta paixões. E junta pessoas.
É o efeito da Rede Humana.
O efeito que está a mudar o mundo.
Quando a tecnologia se cruza com a humanidade na rede humana, a forma como trabalhamos muda.
A forma como vivemos muda.
Tudo muda.
Esse é o Efeito da Rede Humana.

cisco.com

Enfrentar a transição

Saturday, Oct 25 2008 11:25
Os acontecimentos económicos e financeiros que têm ocorrido nos últimos vinte anos poderão estar a ‘repetir’ o padrão do que se passou desde final dos anos 1920 até 1950. Esse é o ponto de vista de Brian Berry, de 74 anos, um economista e geógrafo inglês radicado nos Estados Unidos desde 1955, que é reitor da Escola de Ciências Económicas e Políticas da Universidade do Texas em Dallas.

O cientista encontra «similitudes» na tripla assinatura de «crashes» financeiros ocorridos de 1929 a 1942 e de 1987 até ao actual ‘Outubro negro’ indiciando um período descendente num ciclo longo tecnoeconómico. Prevê, por isso, que, tal como há 60 anos, estejamos a atravessar um período de transição para outro ciclo, a que tecnicamente os especialistas chamam “depressão entre duas ondas” ou uma espécie de ‘vala’.

No final dos anos 1940 do século passado, nesse tal período de ‘vala’, deixámos para trás um ciclo de emergência do imperialismo (então dissecado pelo economista inglês John A. Hobson em ‘Imperialism: a study’, 1902) que arrastou duas guerras mundiais para entrarmos no ciclo da Revolução da Informação, desde que o efeito do transístor foi demonstrado em 1947. Mais tarde, Alvin Toffler baptizaria a nova era de ‘Terceira Vaga’.

Berry considera que “o impacto dessa revolução ainda estará nos 50%”. Falta a outra metade - o que significa que essa vaga está ainda repleta de oportunidades.


A luz ao fundo do túnel

Para este especialista, é provável que a actual brutal correcção bolsista e o abrandamento económico mundial que se espera para os próximos três a quatro anos sejam a parte mais dolorosa dessa transição. Mas como se trata de um ciclo, depois da tormenta virá a bonança.

A luz ao fundo do túnel advirá do facto que, depois destas dores prolongadas, seguir-se-á um período de crescimento como o que ocorreu até à 1ª Guerra Mundial ou como o que ficou conhecido como ‘os trinta gloriosos anos’ até ao segundo ‘choque petrolífero’ dos anos 1980.

O segredo da sobrevivência durante estes períodos dolorosos de transição é ter uma estratégia que minimize os efeitos da transição e que aponte para a ‘alavancagem’ do novo ciclo. Não só nas bolsas se deve agir de cabeça fria, em contracorrente ao pânico, como aconselha o investidor Warren Buffett.

As reflexões de Berry implicam, ainda, outro aspecto - não será muito apropriado comparar a situação actual com a de 1929 (o motivo mais habitual nalgum discurso catastrofista actual) ou continuar à espera de uma terceira guerra mundial, como a que ocorreu em 1939-1945, para ‘decretar’ o fim do ciclo.

Berry é um dos especialistas mundiais neste tipo de ciclos longos (mais apropriadamente designados por ondas longas) que o economista Joseph Schumpeter trouxe para a ribalta em 1939 repescando os estudos de um economista soviético, morto no gulag no ano anterior, de nome Kondratieff. A obra mais importante de Berry foi publicada há algum tempo - ‘Economic Development and Political Behavior’ (1991).

Jorge Nascimento Rodrigues


CICLO TERCEIRA VAGA

Peter Drucker teoriza a revolução do «management»

Período de crescimento do pós-guerra atinge o pico com os ’choques petrolíferos’

Arranca a terceira vaga da globalização

URSS ultrapassa EUA em poder mundial (1985) mas começa a desagregar-se

«Crash» de 1987 marca o ponto de viragem para a fase descendente do ciclo

Massificação do computador pessoal e da Internet

2º «crash» mais violento dos últimos 150 anos (Nasdaq, 2000/2002)

Emergência dos BRIC altera a ordem económica internacional

in EXPRESSO

Causas Sociais

Tuesday, Oct 21 2008 09:05 ... veja como o marketing de causas sociais pode aumentar exponencialmente as vendas em 74%, como revela o Cone/Duke University Behavioral Study 2008, validando que o marketing social pode influenciar significativamente a escolha do consumidor, resultando em receitas de milhões de dólares para as marcas.

Conclusões principais:
- aumento exponencial das vendas (74% e 28%) em 2 categorias de produtos de marketing de causas sociais
- 78% sente que as empresas devem manter as suas iniciativas de filantropia ou mesmo aumentá-las durante períodos económicos mais difíceis
- 79% mudaria de marca se associada a uma boa causa (contra 66% em 1993)
- educação 80%, desenvolvimento económico 80% e saúde 79% estão no topo das prioridades

O estudo de Evolução de Causas 2008 da Cone revela que "os consumidores querem sentir uma ligação entre a temática e a organização não lucrativa que preencha as suas necessidades pessoais" (Alisan DaSilva, EVP, Cone):
- 84% quer seleccionar a sua própria causa
- 83% afirma que a relevância pessoal é chave
- 80% acredita que organizações não lucrativas associadas a campanhas é importante
- 77% afirma que incentivos práticos de envolvimento, como tempo ou dinheiro, são importantes
- 65% afirma que incentivos emocionais de envolvimento, como fazê-los sentir-se melhor ou aliviar a culpa de compras, são importantes.

+info em http://www.coneinc.com

Se ainda não encontrou uma boa causa a que se associar, deixo a sugestão: Colabore connosco, ajudando-nos a inspirar a mudança através do apoio a iniciativas de Educação e Promoção da Saúde.

Rui Martins
rui.martins@dianova.pt

Os benefícios da crise!

Saturday, Oct 18 2008 09:56 Ultrapassado que está o período das vacas gordas - afirmação extemporânea para a maioria dos portugueses - o lado positivo da vida está agora a nascer.

As áreas metropolitanas perderam há muito o seu esplendor. Foram durante décadas o epicentro de talentos de nível nacional onde residiam as oportunidades de participação profissional que gravitavam em redor dos mesmos.

Hoje, a economia do conhecimento traz consigo a democratização territorial. E os territórios rurais, outrora desconectados dessa economia, têm hoje atractivos de relevo para proporcionar o êxodo metropolitano: A qualidade ambiental, social e económica dos territórios rurbanos respondem ao novo estilo de vida dos empreendedores.

A consequência mais interessante do êxodo metropolitano será a polinização de conhecimento protagonizado pelos Novos Povoadores nos territórios de baixa densidade. As redes e a Internet trouxeram consigo a possibilidade de acesso e difusão de informação a nível global, e-learning e trabalho com equipas geograficamente distribuídas (groupware), para citar algumas possibilidades. Facilitarão deste modo a dinamização em seu redor de pequenos alvéolos sociais, com vista a respostas mais actuais à economia que estamos a construir.

O modelo de vida tradicional, onde a população metropolitana adquiria no campo/praia a segunda habitação que lhe permitia respirar, é no actual modelo a sua morada de eleição: Quebraram-se as barreiras geográficas e a falta de competitividade provocada pelos excessivos custos de produção nas áreas metropolitanas - que eram suprimidos por uma procura sucessivamente crescente de uma economia que agora sabemos sobreaquecida - tem hoje uma resposta no território interior conectado.

Por outro lado, os territórios com vontade de atrair Novos Povoadores - gente empreendedora, capaz de gerar dinâmicas de emprego e com vontade de adoptar um estilo de vida mais familiar - são chamados a posicionar-se de uma forma pró-activa, isto é, facilitar a integração dos novos residentes e das suas famílias. Essa tem sido a grande diferença no desenvolvimento dos territórios de baixa densidade. Quando os diversos actores territoriais se mobilizam em torno de um mesmo projecto - Networking Territorial - o sucesso torna-se alcançável. Os Novos Povoadores deixam de o ser, para fazerem parte de uma comunidade que luta para uma maior afirmação territorial, um acto de cidadania activa que os torna actores do desenvolvimento económico e social dessas regiões.

Será esta uma visão utópica?

Segundo um estudo da ONU, em 2015, 69% da população portuguesa viverá nas áreas metropolitanas, acentuado a ausência de qualidade de vida nesses centros populacionais.

Por seu turno, só o Município de Sintra acolhe mensalmente 1000 novas famílias de acordo com os últimos censos do INE.

Estando a sociedade globalizada assente cada vez mais numa economia sem geografia, facto que permite olhar para o território de uma forma mais inclusiva, é possível reduzir o fosso das assimetrias regionais com vantagens para os novos residentes dos territórios de baixa densidade. Assim, além do inegável incremento da qualidade de vida, promover-se-á a quebra de um ciclo de sangria demográfica.

Passar horas a fio no trânsito - que se retiram directamente ao tempo em família - não é uma inevitabilidade para ninguém.

Alexandre Ferraz e Frederico Lucas
in Semanário SOL, suplemento Confidencial

Great Father

Wednesday, Oct 15 2008 10:09

por António Covas

Monday, Oct 13 2008 04:50 "De facto, é quase um crime que lesa pátria ter, de um lado, uma população agrícola envelhecida e, de outro, uma população de jovens quadros técnicos sem património e capital inicial para aceder à actividade. Estamos, infelizmente, na fase do “ajustamento por morte natural”, a única que parece conciliar todos os interesses do conservadorismo agro-rural nacional."
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