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Multinacionais, clusters e inovação

Sunday, Oct 8 2006 10:12 Ana Teresa Tavares-Lehmann e Aurora Amélia Castro Teixeira, docentes da Faculdade de Economia da Universidade do Porto e investigadoras do seu Centro de Estudos Macroeconómicos e Previsão (CEMPRE), vão lançar na próxima segunda-feira o livro "Multinationals, Clusters and Innovation: Does Public Policy Matter?"
A sessão de apresentação, a cargo do Reitor da Universidade do Porto, José Marques dos Santos, e do professor catedrático da Universidade de Glasgow, Stephen Young, terá lugar no Salão Nobre da Reitoria da Universidade do Porto às 20 horas. A obra, em inglês, é publicada pela editora internacional Palgrave Macmillan

"Multinationals, Clusters and Inovation: Does Public Policy Matter?" examina as políticas públicas adoptadas pela maioria dos países para atrair investimento directo estrangeiro (IDE), estimular a formação de “clusters” empresariais e fomentar a inovação. São investigadas as actividades de multinacionais estrangeiras, bem como o seu impacto, especificamente no que concerne à sua contribuição para a inovação, para o desenvolvimento de aglomerações industriais, e para o estabelecimento de ligações (materiais e intangíveis) com o tecido local.

A eficiência, adequação, e suficiência destas políticas é discutida em profundidade neste volume, que também propõe, nos seus vários capítulos, propostas de políticas concretas para fomentar o impacto positivo deste tipo de empresas. Um leque variado de experiências, e respectiva evidência empírica, são apresentados, cobrindo uma multiplicidade de contextos, países e sectores.

in Ciência Hoje

Um regresso às origens

Saturday, Oct 7 2006 01:07 Agricultura biológica é âncora do Valmonte, que tem Espanha como meta

As videiras acabaram de ser vindimadas na quinta de Borba com 27 hectares que alberga o Hotel Valmonte. Os hóspedes também foram convidados a apanhar e a pisar uvas. “O vinho é um elemento fundamental do nosso conceito turístico de regresso às origens”, esclarece Artur Lourenço, o empresário que transformou um ermitério do séc. XVIII “que era uma ruína” num hotel de charme com 14 quartos, após investir de 2 milhões de euros “sem quaisquer ajudas”.

A grande marca do projecto hoteleiro é a agricultura orgânica que lhe serve de suporte. Além de vinho, aquela quinta produz azeite e todo o tipo de legumes e frutas, como maçãs, nêsperas, figos, ameixas, romãs ou melões “com estrume de cabra ou ovelha”, inteiramente para consumo dos hóspedes. “Tudo o que se come aqui são produtos naturais e é feito por cozinheiras do antigamente. Os ovos são das nossas galinhas e o porco preto do nosso vizinho”.

O Hotel Valmonte inaugura oficialmente em Novembro, e se tiver boa aceitação irá marcar o arranque de uma cadeia, que pode vir a abrir umas seis unidades em Espanha, segundo os cálculos do empresário. “Dentro de um ano já saberei se o conceito funciona. Mas julgo que poderá chegar a quatro hotéis em Portugal”, adianta Artur Lourenço, que já identificou o Douro como local privilegiado para outro hotel com o mesmo tipo de atmosfera.

Neste projecto, cuja marca também está nas obras de arte espalhadas pelas salas, no Spa com vista para as laranjeiras ou na simpatia do pessoal alentejano - para não falar nas plantações de lúcia-lima, alfazema ou rosmaninho que dão o nome aos quartos -, os turistas espanhóis são um mercado-alvo.

Proprietário da Sittis, empresa de motivação humana com escritórios em Portugal e Espanha, Artur Lourenço já garantiu a ocupação do hotel em Borba por vários meses com formação para quadros de grandes companhias. Também aqui se marca a diferença: “Despimo-los todos logo na recepção, tiramos-lhes os telemóveis, brincos e relógios. Vão ter de sobreviver como se fossem monges e fazer a sua própria comida. No fim deste retiro, vão repensar a sua actividade com outros olhos”.



in EXPRESSO, Conceição Antunes

Finanças locais

Friday, Oct 6 2006 09:35
Questão existêncial: Fará sentido aplicar o principio da União Europeia sobre a distribuição de fundos monetários pelas regiões mais desfavorecidos nas leis das finanças locais?

Qual a importância das contribuições do OGE nas finanças autárquicas das duas áreas metropolitanas? Serão essas contribuições imprescindiveis?

Uma "ponte" tramada!

Friday, Oct 6 2006 09:28
Depois do feriado de ontem (portugal), estamos hoje em frente aos pc's a "fazer horas" para o fim de semana.
Curiosamente, estes dias são para mim os mais interessantes: Permitem-me organizar a papelada que há muito anda entre "pendentes".

Vamos a isto!

Inconformismos!

Wednesday, Oct 4 2006 08:04
O Bartsky anda inconformado com o ano que escolheu para nascer!

O que é triste é que tem razão: Nem é suficientemente novo para aprender e aplicar com a revolução económica que estamos a viver, nem suficentemente velho para já estar reformado em condições que qualquer cidadão anterior à década de 50 já está a beneficiar

Actores discretos

Wednesday, Oct 4 2006 02:08 «O VALOR patrimonial do Vale do Côa é incomensurável», diz José Ribeiro, 58 anos, professor de História há 23 anos na Escola Secundária de Foz Côa e um dos protagonistas da «batalha» entre arte rupestre e barragem. Um célebre acampamento em defesa das gravuras, realizado na semana da Páscoa de 1995 - que terá mobilizado cerca de 2500 pessoas, na maioria estudantes, vindas inclusivamente de Salamanca e de Sanabria, Espanha -, foi apenas uma das acções em que participou apaixonadamente. «Era importante que a defesa do património tivesse gerado desenvolvimento económico», lamenta, dando voz a um sentimento muito partilhado em Foz Côa: «Sentimo-nos como índios dominados por vontades que nos ultrapassam. O interior continua esquecido».

Adriano Ferreira observa com bonomia, aos 56 anos, o «Verão Quente» do Côa. Antigo funcionário de uma conservatória, mas pescador intimamente relacionado com cada palmo da região, tornou-se outro dos indefectíveis do património. Quando viu as primeiras imagens da Canada do Inferno na TV, recordou-se de sítios semelhantes. Foi nada menos que o descobridor das gravuras da Penascosa e de gravuras na Quinta da Barca e conduziu os investigadores a umas e outras. Sorri ao contar como aparece na história científica das descobertas citado como «popular»: «Popular? E eu a pensar que tinha um nome».

Médico, candidato à Câmara de Foz Côa em 1989 e 93, vereador independente nas listas do PS até 1997, dono de uma pastelaria com dulcíssimos produtos regionais: António Sotero, 52 anos, é uma figura. Esteve na preparação da visita de António Guterres, ainda secretário-geral do PS, ao Côa. «Conspirou» alegremente, levou várias personalidades a ver as gravuras, pagou jantares (muitos) a jornalistas e investigadores, expediu cartas, extenuou-se em contactos.

Como clínico, observa «o esvaziamento das aldeias do concelho e a falta de políticas para contrariar a desertificação». Membro da assembleia municipal desde as últimas autárquicas (a Câmara é PS), sonhou um destino diferente para os rabiscos do Paleolítico. «Pensei que podia ser o ponto de desenvolvimento da região. Mas puseram os lobos a guardar as ovelhas».

José Ribeiro, Adriano Ferreira e António Sotero são algumas das pessoas com uma acção pelo menos tão importante como a dos historiadores no desfecho da polémica pela preservação das gravuras. O seu papel pode ser equiparado ao de Mila Simões de Abreu (no alerta e na mobilização que provocou) e de João Zilhão (o arqueólogo que caucionou, com brilhantismo, a antiguidade das gravuras). Geralmente, os artigos científicos omitem-nas ou diminuem o seu papel, como se fossem apenas o instrumento que guia a sabedoria dos investigadores."


in Semanário Expresso, A.H.

Inovar.te

Monday, Oct 2 2006 10:18

Foi lançada no passado fim de semana uma nova publicação.

Chama-se inovar.te e anuncia-se como "(...)partidários da inovação enquanto fenómeno transversal do desenvolvimento individual e organizacional. Conjecturamos e refutamos, discutimos, reflectimos mas sobretudo procuramos as respostas. Obedecemos ao tripleto: recombinação, mudança e inovação!"

Acesso ao blogue da revista

PÚBLICO: "Índice de competitividade coloca Évora no topo e Porto em último"

Saturday, Sep 30 2006 08:11
(imagem de João Espinho)

O jornal Público de hoje publica um artigo sobre a competitividade das capitais de distrito de Portugal continental.
O referido artigo reporta-se a um estudo de Paulo Mourão e Júlio Barbosa, docentes da Universidade do Minho, e aplica a grelha de avaliação do Forúm Económico Mundial (vulgo "Forúm de Davos").

No referido estudo, destacam-se pela positiva e por esta ordem, Évora, Lisboa, Coimbra, Beja, Leiria e Castelo Branco.

A presença de Lisboa no segundo lugar justifica-se apenas pela destacada performance "Laboral", uma vez que esteve mal classificada nos restantes items. Isto é, quer em termos "Demográficos" (3º lugar), "Empresarial" (6º lugar) e "Conforto" (14º lugar), Lisboa esteve longe de ficar bem classificada.

O que neste blogue temos defendido é que a redução da importância geográfica das unidades produtivas do sector terciário e quaternário, fruto da implementação da banda larga no território nacional, provocará um exôdo urbano justificado pela busca de melhores condições de vida ("Conforto") em que as cidades Évora, Beja e Castelo Branco ocupam as três primeiras posições. Sem surpresa, todas pertencem ao interior do País.

PDF do estudo referido.

Constituição de Empresas

Friday, Sep 29 2006 03:47 O custo para o registo de novas empresas comerciais passou de 200 euros para 500 euros.
Parece-me excessivo, mas não sei justificar se é caro ou barato.

Pergunto-me apenas se faz sentido permitir que o custo do registo comercial seja factor impeditivo ao empreendorismo a população desempregada

Turismo, no dia mundial?

Wednesday, Sep 27 2006 10:04




Celebrou-se supostamente o Dia Mundial do Turismo.
Eu não dei por nada!

Aquele sector supostamente estratégico e crucial para o desenvolvimento equilibrado do território, galinha dos ovos de ouro de um país estranhamente absorvido em reflexões existenciais... o Turismo.

Lia-se no site da Publituris: "Continua-se, praticamente, a usar os métodos de promoção dos anos 60 - distribuição de folhetos e give-aways, participação em feiras de turismo, sem suporte publicitário nem iniciativas que chamem a atenção dos media internacionais, tudo em numerosas caravanas de executivos à beira da reforma e que contratam cada ano promissores quadros estagiários de marketing com pouca experiência e sem espaço de manobra criativa. Há poucos portais electrónico de turismo com o dinamismo da indispensável actualização diária dos conteúdos. E a presença de Portugal nas publicações do trade prima por ser escassa, ineficaz e, por vezes, inconsistente."

Pois, é sobre um modelo de desenvolvimento arcaico que insistimos em trabalhar. isto numa área supostamente decisiva para o futuro do país. Não basta seguir os bons exemplos. Inovar. Inovar. Inovar. Uma necessidade...

Revejo-me num país de líricos. Uma capacidade de sonhar fora de série, uma capacidade de executar fora de qualquer explicação racional... Só neste contexto admito tanta inércia.
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