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"Abril" em Setembro!

Sunday, Sep 10 2006 09:41 Todos os anos, nos primeiros dias de Abril, somos metralhados com mil e uma estórias/teses sobre o 25 de Abril de 1974.
Julgo que a todos, por se tratar de um tema repetitivo até à exaustão, recai legitimamente o impulso de ignorar tal informação.
Para os "filhos de Abril", que nada fizeram por essa luta e cuja "Democracia" conheceram como um direito adquirido, limitam-se a observar os "Actores de Abril", seus pais em muitos casos, a proteger novos situacionismos em detrimento do interesse público, isto é, das gerações seguintes.

Muito recentemente fui surpreendido, por colegas e amigos, por uma enorme ignorância sobre o estado social em data anterior ao golpe de 25 de Abril.

Selecionei, julgo que sem polémica, o site da Associação 25 de Abril como a melhor fonte informativa sobre a referida temática.
No editorial, Vasco Lourenço assina o texto que se segue sob o título A RESTAURAÇÃO DA DEMOCRACIA.

"(...)Em 25 de Abril de 1974 o Movimento das Forças Armadas (MFA) derrubou o regime de ditadura que durante 48 anos oprimiu o Povo Português. Nessa madrugada do dia inicial, inteiro e limpo (como poetizou Sophia de Mello Breyner) os militares de Abril foram claros nas suas promessas: terminara a repressão, regressara a Liberdade, vinha aí o fim da guerra e do colonialismo, vinha aí a democracia.

Com tudo isso, a Revolução dos Cravos pôs fim ao isolacionismo a que Portugal estava condenado há já vários anos e ajudou ao nascimento de novos países independentes. Constituindo-se o movimento pioneiro de enormes transformações democráticas em todo o mundo e demonstrando que as Forças Armadas não estão condenadas a ser um instrumento de opressão, podendo, pelo contrário, ser um elemento libertador dos povos.

Democratizar, Descolonizar e Desenvolver foi o lema que então fez regressar Portugal ao fórum das nações livres e amantes da paz.

Ao cumprir todas as suas promessas, os capitães de Abril transformaram o seu acto libertador numa acção única na História da Humanidade. Disso se orgulham, nisso se revêem. Porque se não pode apagar a memória, porque importa ter presente a razão de ser do 25 de Abril, a A25A, assumindo-se como herdeira dos que tudo arriscaram para a libertação dos seus concidadãos, convida-o a conhecer a História desses acontecimentos."

Não posso terminar o presente texto sem enaltecer publicamente Salgueiro Maia, personalidade que identifico como a mais corajosa no referido golpe, uma vez que ISOLADAMENTE exigiu a rendição incondicional do poder político, correndo o risco individual de viver naquele instante os últimos minutos da sua existência.
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